Risco de chikungunya cai em junho, mas El Niño pode trazer novo pico em MS
A época de maior risco para chikungunya tende a diminuir em junho, mas condições climáticas ligadas ao El Niño podem provocar novo pico de casos em Mato Grosso do Sul. A prevenção contra o Aedes aegypti segue necessária.
Mato Grosso do Sul entra em junho com expectativa de redução no período mais crítico da chikungunya, mas o alerta ainda não acabou. Segundo informações publicadas pela imprensa regional, condições climáticas associadas ao El Niño podem favorecer novo pico da doença, principalmente se houver combinação de calor, umidade e acúmulo de água parada. A preocupação envolve Campo Grande e cidades do interior, onde a circulação do Aedes aegypti mantém risco para moradores.
A chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e da zika. Os sintomas incluem febre, manchas no corpo, dor de cabeça e, principalmente, dores intensas nas articulações. Em alguns pacientes, essas dores persistem por semanas ou meses, afetando trabalho, mobilidade e qualidade de vida.
Mesmo quando os números começam a cair, a prevenção precisa continuar. O mosquito não desaparece de uma semana para outra. Ele se reproduz em recipientes com água parada, como pneus, vasos, garrafas, calhas, caixas d’água abertas, ralos e terrenos com lixo. Uma vistoria simples no quintal pode impedir novos focos.
O risco é maior para idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Esses grupos devem procurar atendimento ao apresentar febre, dor forte no corpo ou manchas na pele. A automedicação deve ser evitada, especialmente porque dengue e chikungunya podem ter sintomas parecidos no início.
A possibilidade de novo pico ligada ao clima exige resposta do poder público e da população. Agentes de endemias precisam intensificar visitas, bairros com maior incidência devem receber bloqueios e campanhas precisam informar de forma direta. O morador, por sua vez, deve eliminar criadouros semanalmente.
Campo Grande tem grande circulação de pessoas e bairros com características diferentes, o que favorece a propagação se a vigilância relaxar. Em áreas com terrenos baldios, imóveis fechados ou descarte irregular de lixo, o risco aumenta.
A chikungunya não deve ser tratada como doença leve. Embora muitos pacientes se recuperem, outros enfrentam sequelas prolongadas. A dor articular persistente pode afastar trabalhadores, limitar idosos e pressionar a rede de saúde.
Junho pode marcar queda no período de maior risco, mas não autoriza descuido. Em Mato Grosso do Sul, o combate ao mosquito precisa continuar antes que uma nova onda transforme prevenção atrasada em emergência.